A vereadora Sofia (partido) publicou um vídeo criticando a apresentação do livro infantil “Meu Terreiro, Meu Axé!”, de Zeneida de Navêzuarina, na Escola Joaquim Vicente Rondon. A autora afirma que a obra promove representatividade e respeito à diversidade religiosa, combatendo a intolerância desde a infância. No vídeo, a parlamentar borrou o rosto de Zeneida, mas manteve seu perfil de divulgação visível.
Reações nas redes sociais
A publicação dividiu opiniões:
- Apoiadores defenderam o “controle parental” sobre o ensino religioso, alegando que pais devem autorizar previamente conteúdos abordados em sala.
- Críticos acusaram a vereadora de intolerância religiosa seletiva, já que sua postura não se aplica a religiões majoritárias. Um usuário destacou: “Se fosse uma oração cristã, não haveria discussão. A regra deve valer para todas as religiões.”
Laicidade do Estado e fundamentos legais
A Constituição Federal de 1988 assegura:
- Art. 5º, VI: “é inviolável a liberdade de consciência e de crença”.
- Art. 19, I: proíbe o Estado de “estabelecer cultos religiosos ou igrejas”, reforçando seu caráter laico.
- Lei nº 9.459/1997 pune a discriminação religiosa, incluindo intolerância contra religiões de matriz africana.
Além disso, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB – Lei nº 9.394/1996) prevê o ensino pluralista, respeitando a diversidade cultural e religiosa (Art. 33).
Denúncia de racismo e intolerância
Zeneida relatou ataques racistas e ameaças após a exposição, incluindo tentativas de derrubar suas redes sociais. Ela cobrou proteção das autoridades.
Críticos também questionaram o foco da vereadora: “O Estado é laico, mas ela só age contra religiões afro-brasileiras. Hipocrisia.”
Com informações de Rondoniadinâmica