Modern technology gives us many things.

Bolsonaro diz que não há nenhum problema entre o governo brasileiro e o chinês

Filho do presidente, deputado Eduardo Bolsonaro, escreveu mensagem responsabilizado a China pela pandemia de coronavírus. Embaixador chinês criticou deputado.

Filho do presidente, deputado Eduardo Bolsonaro, escreveu mensagem responsabilizando a China pela pandemia de coronavírus. Embaixador chinês criticou deputado.

O presidente afirmou nesta sexta-feira (20) que não há nenhum problema entre o governo do Brasil e o da China. Ele deu a declaração ao ser questionado por jornalistas, na saída da residência oficial do Palácio da Alvorada, sobre postagem de seu filho, o deputado (PSL-SP), responsabilizando o governo chinês pela pandemia de coronavírus.

A fala de Eduardo gerou reação do embaixador da China no Brasil, que criticou o deputado. Para o presidente, no entanto, o episódio já é “página virada”.

“Não há nenhum problema com a China. Zero problema com a China. Se tiver que ligar pro presidente chinês, eu ligo sem problema nenhum”, afirmou .

Combate ao coronavírus estimula solidariedade e no Brasil e no mundo
Questionado na entrevista se considera a China culpada pela pandemia, Bolsonaro disse que a imprensa publica há meses que o surto de coronavírus se originou na cidade de Wuhan, na China.

“Não manifesto minha opinião sobre esse assunto. Vocês têm dito e escrito constantemente que esse vírus nasceu em Wuhan, na China. Esse assunto é página virada, não existe problema com a China”, ressaltou.

Bolsonaro afirmou ainda que é seu dever, como chefe de Estado, ligar para Xi Jinping, caso seja necessário, para buscar soluções e estratégias de combate ao coronavírus.

“Se houver necessidade, tem uma necessidade muito maior, a questão do vírus lá [na China] que a curva está em descendência, os hospitais estão sendo desativados. O que foi utilizado para chegar a esse ponto? Se houver necessidade, eu ligarei sim para o presidente Xi, sem problema nenhum. Faz parte do meu ofício tomar uma atitude como essa”, afirmou.

Críticas a ‘medidas extremas'

Bolsonaro voltou a criticar o que considera “medidas extremas” adotadas, segundo ele, por alguns governadores, para evitar a circulação de pessoas e tentar conter o avanço do coronavírus.

“Tem certos governadores, criticar de novo, que estão tomando medidas extremas, que não competem a eles, como fechar aeroporto, fechar rodovias, não compete a eles. Fechar shopping etc, fechar feira”, declarou.

A crítica teve como um dos destinatários o governador do , Wilson Witzel, que determinou a suspensão de voos nacionais para o estado oriundos de locais onde foram registrados casos de coronavírus, além de todos os voos internacionais.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) já divulgou nota na qual afirmou que cabe somente à União o fechamento de aeroportos.

“A economia está parando, está parando. Estão tomando medidas, no meu entender, exageradas. Fechar aeroporto no Rio de Janeiro. Não compete a ele meu Deus do céu […] Vi o decreto do governador do Rio e confesso que fiquei preocupado, parece que o Rio de Janeiro é um outro país. Não é outro país”, disse Bolsonaro.

Bolsonaro frisou que, caso o comércio seja paralisado, faltará comida na mesa das pessoas e haverá risco de saques. Brasileiros com falta de comida, segundo o presidente, ficarão mais propensos a complicações com o novo coronavírus. Ele ainda repetiu que não se dever ter “pânico” neste momento diante da pandemia.

“Eu não posso, como chefe de estado, sair gritando por aí ‘vai morrer todo mundo, não tem jeito'. Não podemos entrar nessa situação, no pânico. Piora a situação do Brasil. Tenho que falar a verdade e transmitir tranquilidade ao povo brasileiro”, declarou.

Fronteiras

Bolsonaro afirmou que negocia um ato conjunto com o presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, para fechar a fronteira terrestre entre os dois países, a exemplo da decisão do Brasil em relação aos outros países da América do Sul.

“O presidente que recém assumiu lá, nós queremos fazer algo em comum acordo. Agora, na verdade, é quase como se fosse um país só, é uma linha imaginária”, disse Bolsonaro.

Para o presidente, o fechamento de fronteiras atenua a crise do coronavírus, porém não resolve a situação.

“Pessoal fala que, se fechar, resolveu. Lógico, vai atenuar o problema, mas não vai resolver”, declarou.

Via G1

Relacionado
Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.